João Pinheiro

 

 

 

 

 


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Saúde!!!

Pesquisa mostra perigo nas ruas...
Nós apontamos uma possível solução...


Uma pesquisa da Universidade Estadual de Londrina aponta o trânsito no Brasil como um dos mais perigosos do mundo. As maiores vítimas, ainda segundo o levantamento, são as pessoas com faixa de idade entre 10 e 39 anos, atingidas, principalmente, nos fins de semana e nos períodos noturnos. No Brasil, os dados mostram que para cada lote de 410 veículos, temos um acidente. A Suécia, por exemplo, tem um acidente para cada 21.400 carros.
O objetivo dos pesquisadores, segundo a Agência Notisa – responsável pela divulgação do material - era o de analisar “as características epidemiológicas dos acidentes de trânsito e das vítimas registradas pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e às emergências da cidade de Londrina de 1997 a 2000”.
No período, foram atendidas 14.474 pessoas acidentadas no trânsito. No município, o número de mortes por acidente de trânsito só é superado pelo de homicídios. Mais de 40% das vítimas eram motociclistas, seguidos de ocupantes de carros, ciclistas e pedestres. Os motociclistas são considerados mais vulneráveis em relação a outros perfis pesquisados e, por isso, o atendimento exige sempre medidas específicas e urgentes.
Os pesquisadores detectaram que cerca de 70% das vítimas eram do sexo masculino e que, também, em 70% dos casos os mortos têm entre 10 e 39 anos. Para os estudiosos, “inexperiência, busca de emoções, prazer em experimentar sensações de risco, impulsividade e abuso de álcool ou drogas são termos associados aos comportamentos de adolescentes e adultos jovens que podem contribuir para a maior incidência de acidentes de trânsito nessas faixas etárias”.
Excesso de velocidade, desrespeito à sinalização, uso de álcool e drogas, entre outros, são os principais causas de acidentes. Nesse sentido, eles alertam para a necessidade de campanhas educativas de esclarecimento quanto aos riscos do uso de álcool e direção, aos fatores ambientais que dificultam a direção de veículos automotores durante a noite e aos demais comportamentos de risco para esses acidentes.
O que soa estranho é que temos, dizem, um código de trânsito dos mais perfeitos. E os números são de uma cidade onde o nível de educação atendimento às leis também é um dos maiores do País. Já pensaram uma pesquisa dessas no Rio de Janeiro ou em São Paulo, onde os motoristas não estão nem aí para as regras, andam sobre calçadas, na contra-mão, estacionam em qualquer lugar... Isto para lembrar apenas algumas das infrações cometidas nas duas capitais.
A conclusão é a de sempre, não vai adiantar ter leis especiais se não houver educação para cumpri-las ou meios de fiscalização mais eficazes. No caso do trânsito o exemplo ruim fica por conta da fábrica de multas que foi criada com o código, mas só com o intuito de arrecadar e, quase nunca, no sentido de educar e humanizar o trânsito.
Um guarda de trânsito com um bloquinho na mão, no Rio de Janeiro, transformou-se num revólver contra o motorista. Os “guardadores do trânsito” são capazes de ver infrações onde elas sequer são possíveis de acontecer. Tudo isso por que não se educam os fiscalizadores das leis e tampouco são educados, por conta disso, os condutores de veículos - verdadeiros bólidos assassinos.
Quais medidas devem ser tomadas? Difícil dizer. Mas uma coisa tem de ser feita imediatamente: investir em educação, tanto para trânsito quanto para outras situações. Sem educar, não vamos a lugar algum e teremos nossa saúde cada vez mais ameaçada.
Quando era criança, aprendi a ter cautela para atravessar a rua. Mas o bolo nas ruas (e é assim que devemos chamar o conglomerado de pessoas transitando por aí) era tão pequeno quanto eu. Eu continuei pequeno, mas as pessoas caminhando para lá e para cá aumentaram expressivamente, tornando quase impossível uma travessia de faixa de pedestre, por exemplo, sem ser carregado. Onde então essas crianças, adultos de amanhã, podem receber aquela ajuda que tive? Nas escolas. Essa é uma solução rápida e que produzirá efeito no futuro. Enquanto não temos esses novos adultos, o jeito é rezar...